Texto extraído do www.estadao.com.br - Perfeito

Nosso impávido viajante teve de fazer uma inesperada (e curta) viagem até Northampton, na Inglaterra, com o intuito de acalmar sua querida tia Harriet, que, na semana passada, de bolsa em punho, atacou um bando de assaltantes que roubavam uma joalheira local.
A cena foi reproduzida pelas televisões do mundo inteiro. Na tentativa de fazer sua tia predileta compreender os riscos a que se expôs, mr. Miles quis convencê-la a jamais cometer tal desatino novamente. Mas não logrou êxito. A simpática senhora garantiu ao sobrinho que não deixará de aplicar corretivos quando surpreender amigos do alheio. "Alguém tem de ensinar bons modos a essa gente, Miles", concluiu tia Harriet, oferecendo-lhe chá com McVitie's biscuits. A seguir, a pergunta da semana:
Mr. Miles: pelo que leio, o senhor, como alguns outros viajantes, não tem um lugar para chamar de lar. Isso não lhe faz falta? Jacira de Melo Salomão, por e-mail



"Dear Jacira: você está certa. Em verdade não tenho algo que se possa chamar de lar. Minha pequena casa no Condado de Essex, onde guardo vários tomos de passaportes encadernados em Alepo, na Síria, e a minha inútil coleção de bebidas extravagantes, que inclui, as you know, desde um uísque produzido em Sri Lanka até uma vodca feita no Gabão, é apenas um endereço.
Trata-se da mesma edificação em que viveram meus pais e é o lugar onde, sometimes, paro enquanto mando cerzir minhas meias e dar viço às malas. Mas jamais poderia ser um lar, porque ali não vivem pessoas queridas, nem amigos. Ali não há rotinas, hábitos ou afeto. Apenas paredes e móveis silenciosos. Meu lar, as you know, é o mundo. E quando digo isso me expresso com o coração.
Resido na casa dos velhos amigos que me recebem aonde quer que eu vá. Divido, com eles, alegrias e tristezas, fracassos e conquistas. Minhas roupas pesadas, for instance, vivem na casa de uma grande amiga em Katmandu. Meus livros estão em toda parte, do Chile ao Quirguistão.
However, é muito bom dividir essa reflexão com você, dear Jacira. Quem não tem casa, não precisa de coisas para pôr na casa. Minha vida - exceto pela pequena coleção de automóveis antigos que lord Cavanaugh guarda para mim em seu castelo - cabe em duas malas e duas valises.
Quando não se tem um endereço permanente, você aprende um novo valor para as coisas. Por exemplo: se vejo um objeto que me agrada muito em algum lugar remoto, satisfaço-me em contemplá-lo. Não preciso possuí-lo. E quanto mais coisas belas eu vejo, menos necessidade eu tenho de possui-las. Porque, anyway, eu passei por elas e elas passaram por mim. E isso, de alguma forma, me fez uma pessoa melhor e mais cheia de experiência. Sem contar que, by the way, economiza-se muito dinheiro...
Meu grande amigo viajante, o brilhante Martiles Shein, observou, certa vez, que uma casa é apenas um teto para proteger tudo aquilo que vamos acumulando durante a vida. Stuff, stuff and stuff. E quanto mais acumulamos, maior tem de ser a casa. E quando vamos visitar os outros, nós vemos o que eles acumularam e é claro que achamos que eles possuem um monte de awful stuff.
É, of course, uma visão radical, mas faz todo o sentido para mim. Gosto de ter um lar tão amplo que cada noite durma em um ambiente diferente. Com tantos familiares, que cada tarde possa conversar com alguém diferente, em um idioma diferente. Com tantos hábitos e rituais arraigados, que cada dia possa aprender uma coisa diferente. É a isso que chamo de home sweet home, my dear."
*É O HOMEM MAIS VIAJADO DO MUNDO. ELE ESTEVE EM 132 PAÍSES E  7 TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS



A long, long time ago…
An old humble lady was invited to a banquet given by the third vizier to the Shahanshah.
The banquet was sumptuous.  There was gaz (nougat) from Isfahan, sohan from Ghom, venison from Gorgan, sturgeon and caviar from Babolsar (on the Caspian sea), rahat-al-ghum (Turkish delight) from Hashtroud (in Azerbaijan where my ancestors hail from) and delicacies from the rest of the empire (Iran covered a huge portion of Asia in those days).
As the banquet continued festively full of fun, the old lady felt an ache in the stomach. She had an extremely bad case of wind. The old lady did her best to stop the wind. She bent over in pain squeezing ever muscle around her sfinkter.
Alas and alack…
To no avail.
She let out a tiny fart.
In truth no one had heard it, smelled it or noticed in the slightest way.
But she knew. She had farted in the banquet of third vizier to the Shahanshah.
The old lady went pink in the face and then red and redder and shrunk in size out of shame. She became smaller and smaller and eventually she totally disappeared from sight.
The old lady melted into the ground out of shame and next moment found herself in the land of farts.
The farts who normally did not get visitors from the land of humans arrested her and took her in front of their king.
The king of farts had a fantastic palace with bright shimmering multicolored walls. Everywhere you looked you would see rainbows, chimera, and gossamer.
The fart soldiers threw the old lady in front of the fart king, who screamed, "Human, how dare you enter our realm?"
The old lady replied, "You majesty, I had no intention of coming here," and she told her story of how she had farted in the vizier's palace and had grown smaller and smaller out of shame and the disappeared from the face of the earth…
The king of the farts could see into the heart of people and said, "You tell the truth and you are here for no fault of your own. Since a fart caused you shame we will send you home with one hundred Ashrafis (gold coins the size of sovereigns – I suppose about $100,000 in today's money)…
The old lady was in here home the next instant with a bag of one hundred gold coins. She gave away half to friends and the poor and kept the other half for herself.
Her nosy neighbor. Eventually manged to discover what had happened. So the next time she was going to a party she  ate plenty of beans beforehand and even so she did not have to fart. In the party the nosy neighbor ate as much fruit as could and then when she still hads no wind she started jumping up and down and swallowing air. She did all she could do and eventually she managed to fart.
Even though she had farted on purpose she pretended to be ashamed. She held her breath until she went pink and next red in the face. Still she held her breath and grew smaller and smaller until she melted into the ground and was soon in the land of the farts.
Once more she was taken to the king and when asked why she was there the greedy neighbor replied, "Sire, I could not help myself. I was at a party and I farted. I was ashamed and next thing I knew I found myself in your presence."
Alas and alack, the king of the farts could see into people's hearts. He said, "You are a liar. My poor subject was minding his own business. You forced him out and farted shamelessly. You then held your breath and forced yourself into my realm. I order you to get one hundred lashes before being sent home…

Temos que amar animais!!! Ele são capazes de fazer qualquer coisa pra te agradar, deêm uma olhada nisso, se você algum dia pensou em ter um papagaio, esqueça, cachorros são muito mais divertidos!

You gotta love animals!!! They would do almost anything just to make you happy, check this out, and if you ever wanted a parrot forget it dogs are more fun!

À hora que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se, todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma, e é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo. (Álvaro de Campos)

"Political Language is designed to make lies sound truthful and murder respectable, and to give the appearance of solidity to pure wind."

"Linguagem política é desenhada para fazer mentiras soarem verdadeiras e assassinatos respeitáveis, e dar aparência de solidez ao puro vento."

George Orwell

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Beach House is a place where I go for all the stuff that makes me happy. Is not always sunny at the beach but we will always have the beach house, a place that always bring family and friends closer even when they are distant. I hope you enjoy your time at the beach. A casa da praia é um lugar que eu vou para todas as coisas que me fazem feliz. Nem sempre tem sol na praia mas a casa da praia vai estar sempre lá, um lugar que sempre coloca família e amigos mais próximos mesmo quando estão distantes. Espero que aproveite seu tempinho aqui na praia.

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